MILHO
Com
o final do plantio de milho no Rio Grande do Sul, e no Paraná agora devemos nos
ater às chuvas nas regiões produtoras, como não há indícios de que iremos ter
veranicos, devemos conseguir uma produção boa do produto, apesar de termos tido
um atraso no plantio devido a falta de chuvas no período. A demanda continua
aquecida, internamente tanto para suínos como frangos. Apesar dos suínos
estarem com exportações abaixo da média. Os indicadores técnicos dão suporte
para a continuidade de baixa do produto, apesar da correção de ontem.
Na
Argentina o plantio continua em ritmo acelerado para conseguir acabar dentro da
janela de plantio. As exportações norte-americanas estão acima da média dos
últimos anos, assim como as previsões de uso tanto para alimentação animal, que
é predominantemente à cocho neste país, como na produção de etanol. A produção
do produto nos Estados Unidos foi recorde e deve atender o mercado interno,
exportações e ainda aumentar os estoques do produto. Os indicadores técnicos
dão suporte para alta.
SOJA
As
exportações norte-americanas estão acima da média dos últimos anos, o consumo
interno também está aquecido. A China continuará importando produto para atender
sua demanda, e haverá ainda um aumento na quantidade. O plantio de soja na
Argentina continua um pouco atrasado, as chuvas nas regiões produtoras estão na
normalidade. Assim como no Brasil que apesar de ter tido um atraso no plantio
devido ao déficit hídrico da época, está tendo um desenvolvimento muito bom,
com lavouras já iniciando a floração. Não devemos ter falta de chuva para esta
época. Os indicadores técnicos dão suporte para alta do produto.
ALGODÃO
A
exportação de algodão brasileira caiu em novembro, apesar de estar na média dos
últimos anos. O fim do período de vazio sanitário em Mato Grosso esta semana,
dá-se o inicio do plantio que deve ocorrer sem problemas, como estamos tendo
chuvas normais para a época do ano na região. O USDA deu uma previsão de
redução de produção e demanda brasileira para o próximo ano, apesar de que mundialmente
tanto a produção quanto a demanda deve se aumentar. Também temos uma
possibilidade de aumento de estoques. Estudos gráficos mostram que o produto
está testando a linha de resistência dos US$ 60,00, caso rompa deverá ir até os
US$ 62,00 ou ate US$ 65,50. Porém caso não tenha força para isto deve voltar a
ser cotado para US$ 59,00. Os indicadores técnicos dão suporte para queda,
apesar de que os indicadores gráficos dão suporte para a continuidade de alta
caso rompa a linha dos US$ 60,00.
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