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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Analise de 05/12

MILHO
Com o final do plantio de milho no Rio Grande do Sul, e no Paraná agora devemos nos ater às chuvas nas regiões produtoras, como não há indícios de que iremos ter veranicos, devemos conseguir uma produção boa do produto, apesar de termos tido um atraso no plantio devido a falta de chuvas no período. A demanda continua aquecida, internamente tanto para suínos como frangos. Apesar dos suínos estarem com exportações abaixo da média. Os indicadores técnicos dão suporte para a continuidade de baixa do produto, apesar da correção de ontem.
Na Argentina o plantio continua em ritmo acelerado para conseguir acabar dentro da janela de plantio. As exportações norte-americanas estão acima da média dos últimos anos, assim como as previsões de uso tanto para alimentação animal, que é predominantemente à cocho neste país, como na produção de etanol. A produção do produto nos Estados Unidos foi recorde e deve atender o mercado interno, exportações e ainda aumentar os estoques do produto. Os indicadores técnicos dão suporte para alta.

SOJA
As exportações norte-americanas estão acima da média dos últimos anos, o consumo interno também está aquecido. A China continuará importando produto para atender sua demanda, e haverá ainda um aumento na quantidade. O plantio de soja na Argentina continua um pouco atrasado, as chuvas nas regiões produtoras estão na normalidade. Assim como no Brasil que apesar de ter tido um atraso no plantio devido ao déficit hídrico da época, está tendo um desenvolvimento muito bom, com lavouras já iniciando a floração. Não devemos ter falta de chuva para esta época. Os indicadores técnicos dão suporte para alta do produto.

ALGODÃO
A exportação de algodão brasileira caiu em novembro, apesar de estar na média dos últimos anos. O fim do período de vazio sanitário em Mato Grosso esta semana, dá-se o inicio do plantio que deve ocorrer sem problemas, como estamos tendo chuvas normais para a época do ano na região. O USDA deu uma previsão de redução de produção e demanda brasileira para o próximo ano, apesar de que mundialmente tanto a produção quanto a demanda deve se aumentar. Também temos uma possibilidade de aumento de estoques. Estudos gráficos mostram que o produto está testando a linha de resistência dos US$ 60,00, caso rompa deverá ir até os US$ 62,00 ou ate US$ 65,50. Porém caso não tenha força para isto deve voltar a ser cotado para US$ 59,00. Os indicadores técnicos dão suporte para queda, apesar de que os indicadores gráficos dão suporte para a continuidade de alta caso rompa a linha dos US$ 60,00.


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