MILHO
Com
a condução das lavouras em grande parte em bom estado, devemos ter uma boa
produção, apesar do atraso do plantio. Ainda há produto da segunda safra de
2014 a ser negociada, o que força a baixa do produto na BM&F, que está em
busca do vale que deve ficar por volta de R$27,00, ou até pode chegar a R$24,00.
Assim os produtores devem se manter atentos aos custos. A demanda continua
estável, apesar de que pode haver uma redução caso os preços se confirmem muito
elevados. Os indicadores técnicos dão suporte para a baixa do produto.
Em
Chicago o cereal trabalhou em baixa, mas se recuperou e fechou o dia em leve alta,
com a grande produção, e a baixa exportação do produto. Apesar do aumento do
uso interno norte-americano principalmente para alimentação animal e produção
de etanol. Na CBOT a cotação do produto deve seguir em baixa até por volta dos
US$ 370 ou podendo chegar ate US$ 360. Na China a produção também foi superior
à demanda que deve apresentar uma leve redução, sem que haja uma expressiva
exportação do produto. Na Argentina o plantio encontra-se adiantado com um
aumento da área de produção.
SOJA
Na
CBOT o produto trabalhou grande parte do dia abaixo dos US$ 9,90 porém no final
teve um salto e fechou o dia em leve alta. Devido a chuvas nas regiões produtoras
brasileiras que apesar de terem atrasado o plantio estão com um desenvolvimento
na normalidade, a área plantada também foi aumentada o que deve ter um aumento
na oferta do produto no Brasil, motivo de baixa. A baixa comercialização
adiantada do produto é um fator preocupante para os produtores terem um bom
rendimento financeiro. Na Argentina também houve um aumento na área de plantio,
que encontra-se adiantada, com a possibilidade de chuvas para as regiões no
desenvolvimento da cultura deve ter uma boa produtividade. A China continua com
uma importação do produto aquecida devido o uso interno. Nos Estados Unidos o
uso deve ser superior aos últimos anos, com um aumento nos estoques também
superior aos últimos anos. Os indicadores técnicos dão suporte para a
continuação da queda nas cotações.
TRIGO
Com
a colheita realizada no Paraná, a SEAB realizou um rebaixamento no rendimento
do trigo do estado devido a qualidade, isto deve-se a chuvas na época da
colheita que fez com que o cereal perdesse qualidade. Com a colheita adiantada
no Rio Grande do Sul, temos que há uma baixa produtividade devido a chuvas e o
calor acima da média para o desenvolvimento da cultura, porém está com um bom
rendimento. A colheita na Argentina está em torno dos 40%, com maior área
plantada haverá maior produção. Porém
o Brasil teve uma produção acima da média
faz com que diminua o rítimo da importação do produto pelas empresas. Na
bolsa de Chicago o trigo teve a maior cotação na última semana, desde setembro,
e no momento está em baixa devido à baixa exportação do produto, em relação aos
últimos anos, apesar da baixa produção norte-americana. Os indicadores técnicos
dão suporte para alta nos preços.
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