Levantamento de Safra da CONAB
(Ministério da Agricultura) confirma, dados do USDA (Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos) maior produção de Soja para o Brasil e um
produção de Milho praticamente igual, comparado ao ano passado. Chuvas tem
ajudado as lavouras de cana-de-açúcar a se recuperar da seca dos últimos meses,
e exportações de açúcar foram aquecidas para o mês de Janeiro.
MILHO
Hoje a Conab divulgou o Levantamento de
Safra 2014/15, e continuou mantendo as projeções de menor expectativa de produção
para este ano, porém há indícios de aumento da produtividade. Para a 1 safra as
projeções são de produção bem abaixo do ano passado, apesar da produtividade
ser maior. As expectativas para a 2 safra, safrinha, são de uma área um pouco
menor que o ano passado, com uma produtividade maior e uma produção
praticamente igual. A expectativa de uso de milho no Brasil é de ser maior que
o ano passado. Com estas perspectivas os estoques finais de produto deverá ser
menor, o que possibilitará a continuidade de preços.
As exportações de milho brasileiras no
mês de Janeiro foram superiores às da média e dos últimos anos, graças a baixa
saída do produto no ano passado. As exportações dos Estados Unidos continuam
aquecidas nesta semana, comprovando assim as expectativas do USDA. Na Argentina
as saídas de produto esta lenta, devido às taxas do governo para a exportação.
A análise gráfica da BM&F mostrou
que o mercado continua a derrubar os preços da commodity. A análise técnica indica que o ponto de reverão de
tendência está sendo testado, o que pode começar a indicar a queda dos preços.
A análise gráfica da bolsa de Chicago
expôs que mercado trabalhou no noturno estável, e iniciou a manha aumentou a
cotação, porém reverteu no final da manha para queda, trabalhando a tarde
estável; sendo que fechou o dia em queda. A análise técnica continua indicando
queda nos preços do produto.
SOJA
Com o Levantamento de Safra da Conab
liberado hoje comprovou, o relatório do USDA, que houve um aumento de área implantada
pela cultura, sendo que a expectativa de produtividade é maior e, assim, uma
produção maior. Desta forma tudo indica que irá ser batido o recorde histórico,
do ano passado, de produção da oleaginosa. Há expectativa de aumento de uso de
soja no Brasil. Desta forma os estoques finais deverão ser iguais, ou podendo
até diminuir, comparado ao ano passado.
A análise gráfica da CBOT mostrou que o
noturno foi de estabilidade, com o mercado elevando os preços no início da manha,
com uma queda a tarde, porém fechou o dia em alta. A análise técnica indica
queda para período longo.
AÇÚCAR
Com as chuvas das últimas semanas no
Centro-sul brasileiro tem ajudado as lavouras de cana-de-açúcar, que sofreram
com o veranico no final do ano passado e início deste ano. Está sendo
comprovado a alta produção de açúcar na Índia e Tailândia, o que tem forçado os
preços internacionais para baixo.
As exportações de açúcar no mês de
Janeiro foi superior a média dos últimos anos, contudo a saída de açúcar
refinado foi muito maior que a média dos últimos anos.
A análise da Bolsa de Nova York mostrou
que esta semana o mercado está elevando os preços da commodity, porém devemos ficar atentos se os preços irão conseguir
romper a linha dos US$ 15,00. A análise técnica dá suporte para a continuidade
de queda nos preços para períodos longos.
TIAGO JURCA
OBS: Análises apenas educacionais, não
é indicação de compra ou venda de ativos.
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