COTAÇÕES INTERNACIONAIS


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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Análise de 03/02

MILHO
Com previsão de chuvas para esta semana, em praticamente todas as regiões produtoras, apenas o Rio Grande do Sul não tem previsão, as lavouras que estão em fase de frutificação poderão ter uma melhora na qualidade, apesar de que nos últimos dias as chuvas já ajudaram a recuperar as lavouras. O plantio segue acelerado no Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goias. A colheita nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul já foi iniciado e segue sem problemas. Também há previsão de chuvas para a Argentina, em que as lavouras estão em fase de crescimento. A demanda pelo produto está em alta, e os produtores segurando a venda do cereal em estoque fez com que a commodity apresenta-se hoje um aumento nas cotações nas bolsas de mercadorias, apesar de que nos portos os preços apresentam uma redução. A análise gráfica da BM&F mostrou que o mercado iniciou os trabalhos em estabilidade, porém no inicio da tarde retomou a alta perdida no dia de ontem. A análise técnica indica que devemos ter uma recuperação nos preços. A análise gráfica da CBOT expôs que logo no noturno o mercado começou a reverter as perdas da última semana, sendo que logo no início da tarde a escalada de preços foi mais forte. A análise técnica indica que o mercado pode estar revertendo a tendencia de queda.

SOJA
A colheita está ocorrendo sem problemas nos estados do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goias e iniciado em Santa Catarina, há previsão de chuvas para esta semana, menos no estado do Rio Grande do Sul, a qual deve melhorar as condições das lavouras que sofreram com seca no mês de Janeiro. As lavouras do Paraguai estão em boas condições, sendo que já há áreas que esta sendo colhida. Há previsão de chuvas para a Argentina, que esta com as lavouras em fase de crescimento e floração. A demanda pelo grão está aquecida, porém os produtores, tanto brasileiros, quanto paraguaios e norte americanos, não estão realizando a comercialização o que fez a cotação do produto ter um salto nas cotações hoje. A análise gráfica da bolsa de Chicago mostrou que logo no início dos trabalhos noturnos o mercado começou a reverter a queda de preços da última semana, no início da tarde, quando os trabalho do mercado norte-americano começou, a escalada de preços foi mais forte, porém no final do pregão teve uma grande queda. A análise técnica indica que o mercado pode testar a linha dos US$ 10,00 por bushel, porém continua com tendencia de queda.

CAFÉ
O clima está atrapalhando as lavouras de café nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Espirito Santo, as chuvas da última semana não chegou a aliviar os prejuízos gerados pela seca nos meses de Dezembro e Janeiro, lembro que as lavouras estão em fase de granação, época que demanda grande quantidade de água, caso não aconteça os grãos serão menos, e haverá aborto de frutos, fazendo com que haja menor produção. Apesar disto o mercado não reflete este problema nos campos e segue em pressão baixista. A análise gráfica da BM&F mostrou que quarta-feira o mercado tentou segurar os ganhos da terça-feira, porém na quinta-feira logo no inicio dos trabalhos a pressão baixista voltou fazendo com que a cotação retorna-se ao patamar de US$ 200,00 por saca, o restante da semana passada e inicio desta, foi de um mercado procurando a estabilidade. A análise técnica dá suporte para a continuidade do período de baixa. A análise gráfica da bolsa de Nova York mostrou que a semana passada foi de tentativa de reverter as perdas das últimas semanas, porém não teve força para romper a linha dos US$ 1,68, caindo para os níveis antigos de US$ 1,60; esta semana foi de grande volatilidade procurando a estabilidade. A análise técnica continua com tendencia de queda.

TIAGO JURCA
OBS: Análises apenas educacionais, não é indicação de compra ou venda de ativos.

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