Após relatório do USDA (Departamento de
Agricultura dos Estado Unidos) mercado trabalhou hoje continuando a baixar as
cotações do milho e aumentar as da soja.
MILHO
A comercialização da safrinha deste ano está adiantada, porém a ainda há
quantidade a ser vendida pelos produtores tanto da safra deste ano, quanto da
safrinha do ano passado. Esta venda adiantada ocorre devido cotações na bolsa
de São Paulo estarem elevadas, com a expectativa de menor produção neste ano.
A análise gráfica da BM&F expôs que no dia de hoje o mercado
trabalhou com grande volatilidade, sendo cotado nos inícios do dia à R$
29,20/saca; mas fechou o dia à R$ 29,00/saca. A análise técnica ainda dá
suporte para a continuidade de alta.
A análise gráfica da Bolsa de Chicago mostrou que nos trabalhos noturno
o mercado derrubou as cotações, porém no início da tarde houve uma tentativa de
aumento nos preços, mas fechou o dia em queda em US$ 3,85/bushel. A análise técnica dá suporte para a continuidade do período
baixista
SOJA
A venda de soja pelos produtores está menor que no ano passado, devido
aos produtores estarem esperando uma alta nos preços, esta alta está ocorrendo
devido a valorização do Dólar, que tem sido maior que a desvalorização da
cotação do produto na bolsa de Chicago.
A análise gráfica da bolsa de Chicago exibiu que no noturno houve um
aumento nas cotações até o início da manha quando voltou a cair, porém no meio
do dia começou um rali em busca de alta até o meio da tarde quando caiu
novamente fechando o dia em US$9,77/bushel. A análise técnica dá suporte para
queda no longo prazo, mas no curto prazo é para alta.
DÓLAR
A cotação do dólar tem sido um fator que está
ajudando os produtores rurais na venda da produção nesta safra. Porém, pode ser
um questão de preocupação na compra dos insumos para implantação da próxima
safra. As cotações deverá continuar em alta, caso o governo brasileiro não
intervenha, dessa forma poderá até passar dos R$ 3,00/dólar.
TRIGO
No relatório do USDA, divulgado ontem, as expectativas de produção
mundial foram elevadas assim como as brasileiras. Os estoques finais mundiais
também foram aumentados, puxado pelos norte-americanos, argentinos,
australianos e canadenses. Em contrapartida os estoques finais brasileiros, da
Russia, Ucrânia e da União Européia foram reduzidos.
As nevascas que estão atingindo os Estados Unidos tem diminuído as
condições das lavouras de trigo de inverno.
As exportações dos Estados Unidos está em alta, porém estão na média
para a época do ano. As exportações argentinas estão abaixo da média dos
últimos anos, devido aos impostos de exportação feito pelo governo.
A análise gráfica da CBOT mostrou que no final da semana passada
continuou o rali de alta, esta semana o mercado está trabalhando na tentativa
de queda nas cotações. A análise técnica dá suporte para a continuidade de
queda no longo prazo, porém no curto pode haver uma alta.
TIAGO JURCA
OBS: Análises
apenas educacionais, não é indicação de compra ou venda de ativos.
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