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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Análise de 21/01

MILHO
O plantio segue acelerado na região Centro-Oeste, favorecido pelo clima que como já falado por mim pode ser um problema para o desenvolvimento inicial da cultura. A colheita nas regiões produtoras também segue sem problemas. Houve chuvas em algumas regiões. A exportação Argentina da commoditie no ano passado foi acima da média. O plantio argentino está quase finalizado e segue prejudicado pela seca que atinge a região sul do Hemisfério. A análise gráfica da BM&F indica que o mercado seguiu a tendência de baixa durante todo o dia e irá testar agora a linha dos R$ 29,00, seguindo as tendências do mercado norte-americano. A análise gráfica de Chicago indica que o mercado reverteu os ganhos de ontem e busca a linha dos US$ 3,80. A análise técnica indica que devemos continuar em período baixista.

SOJA
Com crescimento menor que o esperado no ano passado, e previsões de que cresça menos este ano, a China cancelou importações do produto, que já haviam sido negociadas. A colheita brasileira segue comprovando a grande produção esperada, porém com a falta de chuvas em algumas regiões esta pode ser afetada. As exportações argentinas foram abaixo da média dos últimos anos. A sexa no sul do Hemisfério tem afetado o desenvolvimento das lavouras desta região, que pode ser revertido caso ocorra as chuvas previstas para a próxima semana. A análise gráfica da CBOT aponta que hoje o mercado seguiu com volatilidade operando o noturno e diurno em baixa, sendo que foi revertido a tarde, com a entrada das negociações americanas, e testando a linha dos US$ 9,80, porém sem força ainda para rompe-lá. A análise técnica dá suporte para o mercado continuar baixista.

TRIGO
Com o fim da colheita argentina foi confirmado que esta foi abaixo da média dos últimos anos, porém maior que a passada, com exportações no ano passado na média histórica. A Rússia continua limitando as exportações, o que tem reduzido o preço interno da commoditie. No Brasil os preços seguem firmes para o produtor, as importações de farinha, grão e misturas de trigo foram menores no ano passado, que a média dos últimos anos, porém a importação de glúten foi maior. Hoje o governo chinês realiza a venda de estoques estatais de trigo importado, aos moinhos. Isto é para combater a baixa oferta do produto no mercado interno. A análise gráfica da CBOT mostrou que esta semana a commoditie teve grande volatilidade, porém sem forças para romper a linha dos US$ 5,40, até o momento. A análise técnica indica que o mercado está baixista e irá continuar assim.

TIAGO JURCA


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